quinta-feira, 30 de maio de 2013

um rebuçado doce que a vida nos dá....

Um sentimento bom é algo extramente generoso. 

Começa com um formigueiro e termina com um sorriso sem medida. Durante esse espaço de tempo há um aperto no coração que sugere que está acontecer algo de muito importante. Quando isto acontece o tempo parece suspender a sua prosa para saborear terna e infinitamente esse momento. 

O sentimento não precisa ser evidente, basta ser reconhecido. Para quem ama e quem quer ser amado este vínculo não precisa de uma língua comum, basta que o momento seja sentido por todas as partes que o vivem. Quer num grupo de amigos, quer num deambular nostálgico, quer numa troca de carícias com o companheiro, quer num sorriso longo que se prolonga reguila de uma infância que nunca terminou aos olhos dos nossos pais, há emoções que não precisam ser traduzidas ou ditas para lhes dar a devida atenção. 

Este momento é um rebuçado doce que a vida nos dá. 

E quem não gosta de um bom rebuçado? 

 
Aquele pedaço do mundo pareceu algo maior ao menino que deambulava com os pés descalços num mundo de esperanças, sonhos e novidades. 


Parou e bem pertinho de si surgiu um pequeno ser. O gatinho não dá nome aos sentimentos, apenas deixa-se levar pelo que sente, e por isso são tão curiosos e cheios de vivacidade. Os animas não são tão complicados quanto os homens. E por muito que uma folha levada pelo vento possa chamar atenção do gatinho, ele sentiu que se criou o tal momento, um sentimento que o chamou ao menino. 

Essas coisas, porque na inocência do menino essas emoções ainda não ganharam nome, era exatamente o que ele sentia. Então, o gatinho ficou ali à espera que o menino reconhecesse algo que lhe ia no coração. O menino ao inicio não sabia o que fazer, sabia que os gatinhos tanto podiam ser fofinhos como de repente atirar as suas patitas com unhas afiadas às suas pernas. 

Mas o menino sentiu aquela ligação que une os seres do mundo, através de uma linguagem que não tem idioma, é algo mais subtil, forte e profundo que se sente sem questionar, como se esse conhecimento vivesse ali dentro de nós há muito tempo, tanto tempo que não nos lembramos de viver esse tempo todo. Ali não houve julgamentos, nem previsões de atos futuros, tudo era omisso. 

Então o menino olhou o gatinho e sorriu, o coração já tinha diminuído o seu aperto. Afagou-lhe a cabecita sentindo o pelo macio do gatinho e sorriu, porque o gatito emitiu uma música estranha dentro de si que só acontecia quando o menino lhe fazia festas. Achou que o momento merecia um presente, tal o presente que sentiu ter-lhe sido dado, então agarrou na única coisa que podia oferecer, uma música ditada pelos desejos do coração. 

Não importava se aos ouvidos comuns tal melodia soasse desafinada ou sem método, pois que, havia outra melodia que ressoava no seu gesto e essa chama-se amar. 

O menino sentiu que aquele momento era mesmo doce, com aquela curiosidade viva nos olhos do gatinho. Sentiu-se feliz. 

E como também aprendeu a gostar de rebuçados, sentiu-se cada vez mais feliz e astuto por tocar todos os dias ao gatinho ali naqueles degraus que ampararam o sentimento.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A invenção de um conto de fadas...





Sinopse:

"Seria bom que todas as histórias entre duas pessoas que se gostam terminassem em verdadeiros contos de fadas. A vida é outra coisa. 

Se querem uma história em linha recta, não leiam este romance. No ínicio, é uma chama que arde lenta. No meio, fala de amor como apenas o amor sabe falar de si. No fim, umas coisas acabam e outras começam. É um fim um bocado mentiroso".

Um conto de Manuel Alves...

Opinião:
 

Tudo começa com um desejo.
Um desejo não é uma vontade qualquer, é o sonho que mais se quer, é uma vontade com vontade própria. Tanto pode ser um gelado no verão como um beijo a correr na face enquanto chove lá fora.
A infância dá o primeiro passo. A vida surge como uma inesperada aventura. Uma jornada começa, talvez de forma elegante, mas sempre desafiante e sempre saborosa.
A adolescência é marcada pelas primeiras experiências em que a personalidade desenha a força destes desejos, cria os passos para o começo de uma nova jornada. Uma aventura nova começa e o mundo abre as portas para um desafio maior.
A vida é então vivida num sobressalto de loucura ou de prazer. Não basta querer, não basta desejar, é importante lutar pelo que se quer. Pode-se desejar mais que um desejo ou pode-se apenas sonhar que ele existe.
Os erros são para ser cometidos, não com tolerância de que tudo é aceitável, apenas aqueles que a alma te pede, aqueles que precisas para caminhar até à felicidade. Não feches os olhos, não desistas, a vida é mesmo assim, é para ser vivida ao limite. A vida é uma prova e não importa que não vivas tudo ou que tudo o que vivas é suficiente, importa sim, que no final te encontres com a vida, te sentes ao lado dela e te revejas, revejas nas tantas palavras, gestos, olhares, pensamentos, e que todos eles te remetam ao melhor de ti e que foi o melhor de ti que deste ao mundo.
A vida corre no tempo não abranda para esperar por ti, por isso, nunca deixes que ela te fuja, vive ao seu ritmo, corre com ela, sorri com ela e vive da melhor forma que a tua alma te pedir.
Quanto a amar, ama sempre o mais que puderes, aqueles que a tua alma partilhar e aqueles que o teu coração quiser abraçar.
Afectos? É a chave que abre as portas à felicidade. É feita de ouro por isso não a percas e cuida bem dela, é um bem precioso.

Um conto de fadas é sempre um conto de fadas, mesmo quando é inventado. É um conto que vivi alegremente pela sua passagem de palavras sinceras e carinhosas. Conheci pessoas, que tal como eu, sentem a fraqueza do fracasso, a alegria de ser esperada por alguém, a ternura por um afecto, a espera por um carinho, o desejo pela honestidade e a vivência de algo maravilhoso.
Uma história cheia de vida e conhecimento. Aqui fala o coração e não simplesmente a experiência.
Quanto ao conto de fadas, está numa árvore especial e na intensidade e responsabilidade dos desejos que se pede, na luta e na coragem de viver o dia-a-dia no seu desafio constante que é mesmo viver..



 fala o coração depois de gravado:

O meu desejo não se prende apenas com a recordação de um amor, mas pela recordação de que um dia nos amamos muito. Eu amei-te muito.
Se eu puder aqui sempre voltar e relembrar-te, eu lembrarei que um sonho não se desvanece com uma lufada do vento, mas que se mantém por tempos infinitos onde eu cresci dentro do teu peito e onde tu alimentaste o meu coração.
Porque um amor não deve ser esquecido mesmo quando já não é vivido.
Se eu voltar a te encontrar, a vida vai sorrir-me da forma mais curiosa e agradável.
Quanto posso desejar mais, senão relembrar-te e puder um dia te encontrar?
Por isso nesta linda árvore eu marco o meu amor, para saberes que me lembro e espero por ti.

O desafio não é acertarmos no tempo é não voltarmos afastar-nos....:D



Queres saber mais um pouco sobre o escritor? Aqui vai um segredo:

https://www.smashwords.com/books/view/283934
http://juroqueminto.blogspot.pt/ 

Ilustração de Manuel Alves