Alteando uma dor cega, agita-se o grito de agonia. Um golpe certeiro de uma espada, fina e afiada trespassou-me a mera pele, sem escudo ou capa que a protegesse. Lá ao longe, lá bem longe
ainda se podiam ouvir os gritos agoniados, o cheiro agonizante e uma tez de
morte no ar. A batalha de Mîsk não durara mais que um pôr-do-sol, traídos por
uma neblina sem escrúpulos, tantos os soldados de Ghibrär como os de D’Ewr sucumbiram
naquele inimigo que não precisou de espadas nem de martelos.
Eu resisti.
Resisti sem ter tempo de salvar todos os bons homens que não se acharam a si
próprios naquele nevoeiro maldito, onde o inimigo aproveitava para atacar-nos
como seres insignificantes e de tamanho inferior. De rosto tão desconhecido, o
seu real poder emergia na noite que assobiava alto aos medos dos humanos, agitando
as folhas nas janelas das casas, passeando perto das nossas esperanças. Se esta
batalha não chegou sequer para chegar perto dele, então não imagino o que
poderá enfrentá-lo e vencê-lo. Desejos ambíguos de um humanismo tão inferior
perto de tais criaturas.
Fé, diziam eles, os comuns homens. Como se a fé chegasse, como se a fé detivesse
o brio de uma espada, como se a fé curasse os seus medos perante a morte. Eu já
enfrentei todos os medos e nada pude fazer senão esquecer a fé. Seguir em
frente gritava meu pai, foge, bem para lá das colinas de Morghîl. Tão pequeno,
tão indefeso quanto um pequeno lince. Nunca me julgara corajoso até ao momento
em que sobreviver exigia mais do que fé, porque no momento da fome, do frio, e
das dores da vida amarga a fé não me protegia, antes deixa-me levar para um
lugar tão longe do meu, onde não quero voltar. As memórias que não me mintam e
não distorçam o que eu vi. Lá naquele reino onde não há humanos nem Criaturas
mágicas ou encantadas, mas sim, um reino desfeito de pretensões onde eu sabia
que outrora nada fora assim, onde a beleza era pura como a bondade.
Os deuses
foram derrotados ou feitos prisioneiros por outros. Desses, conquistaram aquele
reino, a minha casa. Dos malditos, um achou o reino dos humanos bem mais
interessante, tão fácil de conquistar. E aqui estou eu. A tentar derrotar o que
me derrotou em tempos, o que me roubou a fé, família, infância e direito a
voltar para casa. O sussurro chega-me perto da mente, não a deixo entrar. Meras
palavras de assombro. Não voltarei atrás. Não me influencio pelos gritos dos
coitados que nada posso fazer por eles, se nem para mim chego. O nevoeiro
circulava em volta procurando vítimas.
- A mim não me chegas!
Disse tão estupidamente para mim, com um sorriso vaidoso que me castigou a seguir. Tão rápido como uma flecha, tão forte como um bravo, ele surgiu, crescendo perante os meus olhos enquanto avançava em investida para mim. Olhei-o bem naqueles olhos verdes de uma safira líquida, com traços de um negro tão profundo que quase que caí no poço do seu olhar negro. Mas o meu sorriso era bem mais atroz, e o plano resultara.
- Gritem agora coitados e fujam se as vossas pernas o permitirem. Agora é a minha vez de lutar... - sussurrei num esgar raivoso.
Desafiando os cortes que manchavam a minha roupa de sangue, desembainhei a espada. Então, a espada brilhou com o fio de presença da lua nova, que em todo o esplendor se gloriou do seu brilho. Tão clara que o brilho na espada encadeava ao meu redor. O brilho surgira da lâmina de tez azul tão clara como a cor de um céu de verão, com as insígnias a revelaram-se numa oração eficiente e a magia surgiu nos seus contornos como se vestisse uma armadura forte sem bloquear.
Disse tão estupidamente para mim, com um sorriso vaidoso que me castigou a seguir. Tão rápido como uma flecha, tão forte como um bravo, ele surgiu, crescendo perante os meus olhos enquanto avançava em investida para mim. Olhei-o bem naqueles olhos verdes de uma safira líquida, com traços de um negro tão profundo que quase que caí no poço do seu olhar negro. Mas o meu sorriso era bem mais atroz, e o plano resultara.
- Gritem agora coitados e fujam se as vossas pernas o permitirem. Agora é a minha vez de lutar... - sussurrei num esgar raivoso.
Desafiando os cortes que manchavam a minha roupa de sangue, desembainhei a espada. Então, a espada brilhou com o fio de presença da lua nova, que em todo o esplendor se gloriou do seu brilho. Tão clara que o brilho na espada encadeava ao meu redor. O brilho surgira da lâmina de tez azul tão clara como a cor de um céu de verão, com as insígnias a revelaram-se numa oração eficiente e a magia surgiu nos seus contornos como se vestisse uma armadura forte sem bloquear.
Aquela criatura de forma tão
destorcida, alta, de cabelos longos de um cinza manchado, membros largos como
se quisesse abraçar todos os seus inimigos e esmagá-los nos seus membros,
olhava-me de uma perplexidade irada.
- Julgavas-me morto criatura da noite? - gritei-lhe enquanto a fúria transformava-se em força.
A espada dançava no ar enquanto tentava alcançar com os seus golpes a figura fantasmagórica. Desviando-se rápido e ambicioso investira-me por inúmeras vezes, mas a espada tinha alcance longo no seu rasto, e nas investidas que já tinha ocorrido ainda o seu rasto rasgava o inimigo. De magia poderosa, nenhuma outra superava a espada de Gkäwes, antigo povo das criaturas que serviam os Deuses.
- Sabes o que isto é não sabes? - desafiei a criatura cada vez mais ciente de que eu, não era um comum humano - Tu conhece-la. Já te enfrentou inúmeras vezes. Avança criatura e mandar-te-ei de volta ao teu verdadeiro lugar, nos esgotos rançosos onde os Deuses despejam as suas despejadas vontades.
A criatura não respondia, antes preferiu retirar-se para continuar a sua destruição com os mais fracos e contar as suas inúmeras perdas. Estava satisfeita das suas vítimas, e enfurecido da minha presença não requerida, sem rei nem lei. Esta era de tão verdade quanto os seus olhos permitam ver no meio da fúria. Sei que a criatura voltará apenas atrás de mim, mas ainda não, ainda não.
- Julgavas-me morto criatura da noite? - gritei-lhe enquanto a fúria transformava-se em força.
A espada dançava no ar enquanto tentava alcançar com os seus golpes a figura fantasmagórica. Desviando-se rápido e ambicioso investira-me por inúmeras vezes, mas a espada tinha alcance longo no seu rasto, e nas investidas que já tinha ocorrido ainda o seu rasto rasgava o inimigo. De magia poderosa, nenhuma outra superava a espada de Gkäwes, antigo povo das criaturas que serviam os Deuses.
- Sabes o que isto é não sabes? - desafiei a criatura cada vez mais ciente de que eu, não era um comum humano - Tu conhece-la. Já te enfrentou inúmeras vezes. Avança criatura e mandar-te-ei de volta ao teu verdadeiro lugar, nos esgotos rançosos onde os Deuses despejam as suas despejadas vontades.
A criatura não respondia, antes preferiu retirar-se para continuar a sua destruição com os mais fracos e contar as suas inúmeras perdas. Estava satisfeita das suas vítimas, e enfurecido da minha presença não requerida, sem rei nem lei. Esta era de tão verdade quanto os seus olhos permitam ver no meio da fúria. Sei que a criatura voltará apenas atrás de mim, mas ainda não, ainda não.
De facto, a minha existência não agradava
aos maiores, nem à sua maior parte que habita entre os humanos. O meu sangue
gera duas raças, inconveniente para cada dos lados, não sendo bem-vindo em
algum. Sou um mero detentor de forças que não as atrevo experimentar. A espada
é a minha herança, a minha forma e protecção. Eu sou o Cratwer, filho de Fgôr o
grande mestre das magias antigas e rei das terras de Tharterä, para lá do oeste
onde repousa o sol, e filho da Deusa Oghtêrj, do povo que vive na escuridão do mundo,
onde tudo é submerso e toda maleficência cresce. Uma união tão imprevisível na história
de todas as raças do mundo comum e os outros de que não me atrevo mencionar,
não tão imprevisível o abandono e revolta das raças do mundo comum pela minha
presença, castigada no cruzamento das suas vidas.
A espada volta ao seu estado
normal, de tez branca como aquele luar tão belo, satisfeito lá bem no alto,
onde o inimigo não chega lá para a vingança certa. Repousara a minha herança no
cinto, arrastando-me até ao rio emigrante, onde as feridas foram lavadas e o
descanso me tomou. À noite, enquanto sonho, a luz da lua leva-me para lugares
tão distantes deste espaço e tão perto das minhas memórias. Naquele profundo
mundo, eu abraçava a luz do sol, tão quente, que me amava o corpo. As montanhas
eram para lá de um aconchego da alma, era o desafio gratuito, a passagem para
lá deste mundo comum, um outro mundo, onde eu deveria estar.
continua....
Olá,
ResponderEliminarBolas de cortar a respiração num espaço tão curto, depois de lido esta parte é caso para dizer quero mais, quem é este ser tão poderoso de nome Cratwer, filho de Fgôr :D
Excelente como habitual ;)
De facto Carla, tens de nos dar a conhecer mais deste Cratwer, filho de Fgôr...
ResponderEliminarque espada é espada de Gkäwes? que mais magias existem por trás destes seres dos povos antigos?
Não vale deixar-nos assim com a água na boca, á espera de mais....
Gostei muito e fico á espera de mais :D
Bjs
Obrigado amigos...^_^
ResponderEliminarum excerto para ver se auto me disciplino para escrever mais..:D
em breve publicarei mais um excerto..
Olá,
ResponderEliminarAcho muito bem, não demores :D
Olá Carla,
ResponderEliminarViam aqui te avisar q há um selo colorido a sua espera no meu blog, espero q goste! http://amandatrindadepalavrasaovento.blogspot.com.br
Abraços e boas leituras!!! :D