sábado, 23 de março de 2013

Tim, Colleen McCullough


Sinopse:

Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.

Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.

No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. 

Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.


Opinião:

Todas as idades são vividas em produto de manifestações da maturidade das nossas vivências e por manifestações de emoções novas e presentes. Nem sempre somos a perfeição que trabalhamos para ser, nem sempre o destino deixa que governemos o nosso caminho por dias calmos, discretos e inocentes. O que um gesto de bondade pode brotar poderá dar resultado a uma bela história de amor. E amar? O que é amar? O que é permitido no amor? Será o preconceito superior à felicidade? A vida conta-nos uma história curiosa de mudança, evolução, onde o único objetivo é sermos corajosos e arriscar uma felicidade por vezes louca e impensável. Uma descrição maravilhada de que amar é puro bem-estar de corpo e alma e só isso é que importa. Tim é um exemplar de beleza, de coração bom, mas de uma maturidade que se assume numa inocência pura e deslumbrante. Mary uma senhora perfeccionista e lutadora que acaba por ver a sua tranquilidade alterada por novas sensações e descobertas. Um casal impensável, uma relação forte e renovadora e uma casa cheia de alegria e cor, abraçada por um jardim colorido e musical.
Uma leitura agradável, bastante real e que termina num romance tão saboroso. 
Uma lição de acabar com preconceitos infundados e viver à vontade dos sonhos e vontades.

4 comentários:

  1. Olá miga,

    Já tive oportunidade de ler o livro e é sem duvida um livro comovente, no mínimo.

    Fico contente que tenhas gostado, esta escritora ainda é e dificilmente deixará de ser a minha escritora preferida. Espero conseguir este ano arranjar vários livros dela na feira do livro.

    Gostei de ler o teu comentário, muito objetivo, confesso que até fiquei com vontade de reler :D

    Bjs e é bom ver o blogue com vida :)

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    Respostas
    1. Obrigado Fiacha,

      Foste tu que me deste a conhecer esta bela história, obrigado.

      Julgo que a sinopse já conta tudo ^_^ gostei muito do livro, excelente escritora..

      Beijinhos :D

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  2. Ois,

    Ora essa foi um prazer dar-te a conhecer, se poderes lê mais livros da escritora que valem bem a pena. Recordo.-me de o livro Pássaros Feridos, dos melhores romances que já li, estar a 1 € numa promoção da revista sábado, eu é que já o tinha :D

    Bjs

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  3. Olá Carla
    Já li este livro há tanto tempo, que de facto estou como o Fiacha, com o teu comentário fiquei com vontade de o reler :)
    De facto deixa-nos a pensar o quanto, por vezes, a sociedade é preconceituosa e acaba por criar entraves a determinadas relações que têm tudo para funcionar muito bem.
    O que é amar?
    Talvez todos nós devêssemos pensar bem nessa questão.
    Excelente comentário, gostei muito mesmo.
    Boas leituras, bjs

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