Um dia desejei voltar.
Saudada por um delicioso brindar do
sol.
Mas a visão turva no meu peito, no mais fundo pesar da alma, e ali fiquei, olhando por uma janela sem cor, onde apenas reflete a minha tristeza.
Mas a visão turva no meu peito, no mais fundo pesar da alma, e ali fiquei, olhando por uma janela sem cor, onde apenas reflete a minha tristeza.
Permaneço num sossego ingrato, porque o que eu sinto é superior ao que a alma deseja que o meu corpo revele. Nem sempre o que
ocultamos na alma, conseguimos torná-lo invisível aos olhares mais comuns e
mortais.
Mas aqui, eu faço o esforço. Um tamanho esforço que aguardo
que a alma consiga suportar. Não tenho interesse, nem desejo, que mais alguém sofra o que em mim me destrói por dentro. E então, a sombra é maior, fecha-me numa bola penetrável, onde um vento gelado me castiga. Não sinto
que possa haver esperança. Não é a esperança que desejo que me salve, e a fé, aquela que me acompanha ter-me-ia omitido já uma vez que
não iria voltar. Não voltarei a esconder-me de mim própria.
Sei que nenhuma corrente
de energia me pode salvar desta prisão, nenhuma será a suficiente para conseguir-me
libertar.
E eu que espero por ti, eu que espero uma simples palavra tua.
Será o suficiente. Não é o meu corpo que precisa de ser salvo, mas a minha
alma. Os mortais não compreendem a magnitude que tem a força de um sorriso e
a honestidade de uma palavra de amor, pois estas, são as mais bravas e fortes
armas de todas, capazes de salvar o mundo de qualquer mal ou guerra.
E aqui, eu não tenho forma de te encontrar. Onde
estás? Porque partiste sem me levar?
A respiração abranda ao mesmo ritmo que o rosto olha para um
chão tão vazio quanto a minha força. As lágrimas não mentem e por isso
correm pelo meu rosto gelado e a chama do meu olhar ganha subitamente uma força interior, sublime e cheia de amor,
apenas porque me lembro de ti, apenas porque te guardo dentro do que é mais
precioso e a tua imagem brilha no meu olhar. E assim, a luz não reflete, apenas
se sustem, aguardando ser encontrada por ti.
Ao longe consigo ouvir uma melodia cintilar, tão leve, tão
bela, tão familiar essa voz que se assume e se aproxima. Um grito soa breve
e urgente, ecoa pelas paredes da prisão e o meu nome torna a ser lembrado e
uma alegria me rodeia por um reencontro tão desejado.
Então os olhos fecham durante aquele sussurro do outro mundo, o sopro da vida tranquilizou.
Deixo-me
levar até um carinho teu, desfalecendo, enquanto os teus quentes braços me
rodeam, voamos juntos por céus distantes.
Texto lindo Carla. Como em todos os teus textos há sempre muito sentimento que passa para o exterior, para o leitor. Uma tristeza, saudade, é o que as palavras nos transmitem. Uma ausência profunda, uma dor que termina com um doce abandono ao mundo dos sonhos, ou ao mundo do além, onde duas almas gémeas se irão encontrar.
ResponderEliminarParabéns, gostei muito.
Já estava com saudades destes textos doces :)
Bjs
Obrigado amiga...:)obrigado pelo carinho de sempre e por corrigir os meus erros..eh eh...:D
ResponderEliminarComo havia dito, é uma história de amor separada pelas circunstâncias da vida mortal. Ela sofre de desgosto da morte do seu amado e deixa-se partir para ir ter com ele... é a espera por um amor que sobrevive apenas pela saudade..Por vezes a perda de alguém torna-se num vazio tão grande que se torna insuportável, e então o mundo físico torna-se uma prisão, sem remédio ou fuga possível que a salve.
Por fim, existe sempre o desejado reencontro. Amar nem sempre significa viver, mas sim, ser feliz sob uma qualquer forma.
Uma mensagem de amor eterno que se assume para além de forças físicas e momentâneas, ultrapassando a razão..
Mais uma vez obrigado ^_^
Olá amiga,
ResponderEliminarMuito bem, bela mensagem de amor, estou com a caminhante, já tinha saudades de ler textos teus, parabéns ;)
Bjs e continua :)
Obrigado amigo ^_^
EliminarDe vez em quando deixo aqui viagens por histórias lindas...^_^
Olá Carla,
ResponderEliminarGostei muito do seu texto, principalmente do ínício: "E eu que espero por ti, eu que espero uma simples palavra tua. Será o suficiente. Não é o meu corpo que precisa de ser salvo, mas a minha alma. Os mortais não compreendem a magnitude que tem a força de um sorriso e a honestidade de uma palavra de amor, pois estas, são as mais bravas e fortes armas de todas, capazes de salvar o mundo de qualquer mal ou guerra...", Gostaria de saber se posso colocar esse trecho vo meu blog, pois o achei NO MÍNIMO encantador!!! :D
Mudando de assunto, tenho algo para lhe ofertar q fiz com muito carinho e dedicação, mas é preciso q vc vá ao meu blog no ítem "meu selo", espero q goste! :D
bjs e boas leituras!
Olá Amanda :)
ResponderEliminarJá fez o selo? boa...vou espreitar então..:D
Força, se ele significar de bom para voçê pode postar ;)
Beijinhos