Hoje senti uma brisa num presságio só.
Ele definiu-se por algo certo,
futuro, apenas uma aragem num deserto de mistério. O vento assumiu a
culpa da leviandade da sensação e levou-ma por inteiro. A sensação foi
mais forte, tremida, depois veio seguida de um certo encantamento, um
certo formigueiro alegre, que completava o meu ar. Nele tentei descobrir
o que a matéria da vida estaria a desenhar, que
desígnios, que novas metáforas delineavam aquelas estradas. Senti-me
tão leve naquela imagem, como se não lá estivesse presente, antes era
espectadora da magnificência do concerto do saber, do conhecimento que
se deslinda na vida, ocupando um destino não melindroso, talvez atento,
observador às capacidades do adquirente daquelas novas mensagens.
Eu
senti a força da vida, eu senti a intensidade do peso do conhecimento e
percebi. Que por vezes o conhecimento se divide pelas partes do nosso
corpo, não ocupa um só lugar, onde num só lugar e esforço, ele poderia
ser difícil de suportar. Então ele foi-me completando, tornando-me num
todo completo sem que arestas se dispersassem ou fossem banidas de tal
bonança e graça.
Então fechei os olhos, a imagem ficou lá longe, na sua
construção de novos caminhos, onde novas pegadas marcarão a presença
daqueles novos saberes, saberes tão saborosos, tão bem-vindos que um dia
serão recebidos por um largo sorriso e um completo dever de
cumprimento. Porque enquanto eu assim me sinto, sou um aprendiz da vida,
não sou um ausente de qualquer sonho, sou apenas um grão de saber que
me vou juntando, à espera de alcançar e formar um todo ainda maior.

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