Choro com a iminência do afastamento da alma. Creio
numa palavra de cetim no plano de fundo de um quadro gasto onde as cores se
misturam numa confusão ousada. Esperanço num tom fechado, só meu, onde eu e o
mundo ajustamos as contas e eu me mostro de total confiança. O corpo não se personifica
nem se deixa absorver. Apenas fica, observando e assimilando o que se aproxima.
O olhar eleva um horizonte mental, um jogo de
xadrez onde eu estou prestes a jogar. Confusa, eu não podia estar. Antes,
toma-me o medo de errar. Suspiro e elevo a força vital, destrói-me por dentro a
indiferença e a semelhança da cor. O corpo desfaz-se. As sombras suprimem a
existência e perco-me no vento desastroso. Então, o mesmo vento segura-me no
escuro, traz-me os sons que me circundam.
Os presságios chegam de mansinho e de
palavras duras. Eu estabilizo e defendo-me.
Ali já não está o perigo.
A simples
vontade de mudar cria o gesto e evolui o ser. Os bocados chamam-se como
elementos de uma só serie.
Cria-se a corrente ganhando nova cor, a força
reconstrói-se e eu renasço para uma nova oportunidade.
Olá,
ResponderEliminarMais um belo texto, simples mas muito interessante, que seja o renascer de uma estrela ;)
Bjs
Obrigado Fiacha.
ResponderEliminarConfesso que bem podia ser uma estrela cadente, viajante pela imensidão do espaço, governada apenas pela sua liberdade e conhecendo mundos de cores e texturas que nenhuma outra conhece :)