quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

renasço...

Choro com a iminência do afastamento da alma. Creio numa palavra de cetim no plano de fundo de um quadro gasto onde as cores se misturam numa confusão ousada. Esperanço num tom fechado, só meu, onde eu e o mundo ajustamos as contas e eu me mostro de total confiança. O corpo não se personifica nem se deixa absorver. Apenas fica, observando e assimilando o que se aproxima. 
O olhar eleva um horizonte mental, um jogo de xadrez onde eu estou prestes a jogar. Confusa, eu não podia estar. Antes, toma-me o medo de errar. Suspiro e elevo a força vital, destrói-me por dentro a indiferença e a semelhança da cor. O corpo desfaz-se. As sombras suprimem a existência e perco-me no vento desastroso. Então, o mesmo vento segura-me no escuro, traz-me os sons que me circundam. 
Os presságios chegam de mansinho e de palavras duras. Eu estabilizo e defendo-me. 
Ali já não está o perigo. 
A simples vontade de mudar cria o gesto e evolui o ser. Os bocados chamam-se como elementos de uma só serie. 
Cria-se a corrente ganhando nova cor, a força reconstrói-se e eu renasço para uma nova oportunidade.

2 comentários:

  1. Olá,

    Mais um belo texto, simples mas muito interessante, que seja o renascer de uma estrela ;)

    Bjs

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  2. Obrigado Fiacha.

    Confesso que bem podia ser uma estrela cadente, viajante pela imensidão do espaço, governada apenas pela sua liberdade e conhecendo mundos de cores e texturas que nenhuma outra conhece :)

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